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Conceito de Ecologia


Muitas pessoas ainda acreditam que as plantas epífitas são espécies parasitas e que de alguma forma prejudica outras espécies onde se alojam. As epífitas são espécies de plantas que vivem sobre troncos de árvores, muito comuns nas florestas tropicais. São exemplos de plantas epífitas, as bromélias, as orquídeas, as samambaias, as begônias, imbés, cactos entre outras.
A relação ecológica existente entre as epífitas e as demais espécies onde elas se alojam é o inquilinismo, ou seja, elas usam os troncos destas espécies para suporte e para terem mais acesso à luz solar.
As epífitas não prejudicam suas hospedeiras, não sugam nutrientes nem água das mesmas, sua nutrição se dá por meio da absorção de umidade e partículas orgânicas superficiais dos troncos e do ar, e principalmente das frestas das espécies onde suas raízes se apoiam.
As epífitas são muito importantes ecologicamente, sendo o habitat de muitos insetos e ainda nos presenteando com belíssimas flores de formatos e cores exóticas.






 



Nome Científico: Oxalis versicolor
Sinonímia: Oxalis flaviflora
Nomes Populares: Azedinha-listrada, Trevo-listrado
Família: Oxalidaceae
Categoria: Bulbosas, Flores, Flores Perenes
Clima: Mediterrâneo, Subtropical, Tropical
Solo: fértil e bem drenável
Origem: África, África do Sul
Altura: 0.1 a 0.3 metros
Regas: Periódicas, mas sem encharcamentos
Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
Multiplicação: Divisão dos bulbos




O formato e as cores da Oxalis versicolor encantam as crianças por lembrarem as tradicionais guloseimas doces em forma de bengalas.
A exótica Oxalis versicolor é nativa da África e África do Sul e ficou conhecida popularmente no Brasil como Azedinha-listrada ou Trevo listrado. Esta bela herbácea pertencente a família botânica Oxalidaceae possui folhas trifoliadas semelhante aos trevos, porém com folíolos lineares e delicados.
As suas flores em forma de funil são brancas e com cinco pétalas e seu aspecto listrado acontece apenas de um lado de cada pétala, que é margeada por uma listra vermelha em seu verso. 
O florescimento da Oxalis Versicolor acontece no final do Inverno, época em que a planta encanta a todos por seu visual muito ornamental.
Logo pela manhã é o melhor horário do dia para observar melhor a beleza da planta, pois as flores em botão evidenciam as listras em espiral, efeito que desaparece com o decorrer do dia quando o sol já predomina, e as flores abrem-se completamente, aparentando serem apenas brancas.
A Azedinha prefere o solo fértil, bem drenável e enriquecido com matéria orgânica irrigado periodicamente, a planta não tolera encharcamentos pois o seu bulbo apodrece facilmente.
A planta deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, não tolera o frio e se multiplica por divisão dos bulbilhos formados em torno do bulbo principal.






A USP de São Carlos em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, divulgou recentemente o resultado de uma pesquisa realizada, que comprova que o Açafrão pode ser um bom aliado para combater o mosquito da dengue.
Além de colorir e acentuar o sabor dos alimentos, o Açafrão da terra (Curcuma longa) quando colocado em locais onde o Aedes aegypti costuma se reproduzir, impede o desenvolvimento das larvas do mosquito.
Segundo o coordenador da pesquisa isso acontece por que a curcumina, molécula responsável pelo tom alaranjado do Açafrão da terra, é capaz de tornar as larvas do mosquito fotossensíveis e, portanto, intolerante à luz do sol.
Os testes de campo são o próximo passo para consagrar os resultados feitos em laboratório, vamos aguardar.


Algumas pessoas tendem a sofrer com dor-de-cabeça ao exalar o perfume da Dama-da-noite (Cestrum nocturnum), pertencente a família das solanáceas, isso acontece por que a Dama-da-noite é uma planta que tem propriedades tóxicas para animais de sangue quente, por exemplo, o gado.
As folhas não devem ser ingeridas pelo gado pois causam intoxicação, afetando os sistemas gástrico e neurológico.
Seu perfume não é tóxico, mas pode causar eventuais dores de cabeça, apenas por ser muito forte.








Ávidas por luz e ar, foi justamente nas copas das árvores que estas plantas conseguiram encontrar um lugar ao sol.
Sempre que se lê alguma coisa referente a orquídeas ou bromélias, é comum depararmos com o termo epífita. No entanto, nem todos sabem o que essa palavra significa realmente. Para explicar, mais uma vez recorremos ao grego em que epi equivale à expressão sobre algo ou em cima de algo, e fiton se entende genericamente para todo e qualquer vegetal. Ou seja, uma epífita é aquele que cresce em cima de outras plantas, geralmente nos ramos e troncos das árvores. Porém, vale lembrar que esse modo de vida, tão peculiar, não pode de forma alguma ser confundido com o parasitismo.
Pelo fato de sintetizarem seus próprios alimentos, as plantas epífitas são chamadas também de vegetais autótrofos. Em outras palavras, elas dependem de seus hospedeiros única e exclusivamente para se instalar. E o único lugar onde conseguem alcançar a tão desejada luz do sol são as copas das árvores. É que a Natureza, sabia como ela só, deu um jeito para que suas filhas pequenas e frágeis pudessem fugir da esmagadora sombra das florestas tropicais. Isso porque, nessas imensas matas, o epifitismo atinge seu apogeu com centenas de espécies das mais variadas famílias botânicas.
Para que possam dispensar o rico húmus do solo, estas plantas se alimentam do que acaba surgindo em forma de fragmentos, como poeira, detritos e sais minerais, dissolvidos das cascas das árvores pelas chuvas. Aliás, essa água escorre da copa diretamente para o chão, o que a torna um produto raro no novo habitat das epífitas. Sem falar que, em temporadas de seca, o sol e os ventos fortes desidratam os troncos e ramos das árvores.
Como na Natureza nada se perde e tudo se transforma, às plantas epífitas não sobrou outra alternativa senão a de se adaptar ao novo ambiente. E, para que isso fosse impossível, cada uma delas soube bem o que fazer para enfrentar a dura luta da sobrevivência. Algumas, como, por exemplo as bromélias, transformaram-se em pequenos tanques reservando a água das chuvas para viver da matéria orgânica dissolvida neste meio. Outras, como as orquídeas, conservam a água em seus próprios tecidos, folhas e principalmente nos pseudobulbos. Há ainda muitas espécies que se desidratam, ficando temporariamente com a aparência de plantas secas e enroladas.
Curiosamente, algumas famílias, além dos representantes que vivem diretamente no solo, abrigam também espécies epífitas. É o caso das Aráceas, Cactáceas, Piperáceas entre outras. Logo, o epifitismo não é nenhuma exclusividade das orquídeas e bromélias. Ainda mais por que, mesmo que de forma modesta, existem epífitas também nas florestas frias e temperadas. Contudo, o mais irônico, no caso de plantas tropicais, é que as epífitas tem uma vida semelhante a das xerófitas (xeros=seco) dos desertos. Ou seja, são plantas sedentas num universo onde a chuva é muito frequente.
Já os cogumelos, apesar de também crescerem nos troncos das árvores, principalmente nas zonas mais sombrias, não devem ser tratados como plantas epífitas. Eles são na verdade, vegetais saprófitos (sapro=podre), por que se desnvolvem nas partes mortas das árvores. No caso dos líquens, embora considerados uma perfeita associação de algas e fungos (cogumelos), quando crescem sobre outros vegetais levam o nome de placas epífitas. Neste tipo de combinação, a alga lhes garante uma posição autótrofa.
Uma outra planta conhecida por crescer sobre vegetais é a cúscuta ou cipó chumbo. Filamentosa e de colorido dourado, ela sim é parasita. E como não precisa se preocupar com seus alimentos, dispensa a clorofila, sobrevivendo dos líquidos vitais de seus hospedeiros. Mas isso não chega a causar uma guerra nas florestas, já que, para a felicidade dos vegetais explorados, as extravagâncias dos parasitas não são uma prática tão comum assim.



Muitas plantas além de sua beleza pode esconder riscos para a saúde de pessoas e animais.
É grande a lista das espécies com esta propriedade, porém decidi postar sobre os riscos que o bico-de-papagaio pode ocasionar. Sua cor intensa e aparente beleza nos chamam a atenção em meio à outras espécies, porém seu encanto pode esconder alguns perigos, pois todas suas partes são tóxicas.
Embora poucas pessoas tenham este conhecimento, sua seiva leitosa pode causar lesão na pele e mucosas, além de edema (inchaço) nos lábios, boca e língua. Os sintomas da intoxicação vão além da dor, coceira e sensação de queimação, seu contato com os olhos provoca lacrimejamento, irritação, inchaço nas pálpebras e dificuldade para enxergar. No caso de ingestão pode causar náuseas, diarreia e vômitos continuados.
Se você cultiva esta bela espécie em casa tome cuidado com crianças e animais domésticos, pois além de bela esta espécie pode ser uma "fera".
Esta planta também pode ser conhecida em sua região como flor-de-natal, bico-de-papagaio, rabo-de-arara, estrela-do-natal, folha-de-sangue, poinsétia, dentre outras, embora a maioria seja avermelhada, existem variações na cor verde-claro ou rosada.

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Euphorbiaceae
Género: Euphorbia
Espécie: E. pulcherrima
Nome binomial
Euphorbia pulcherrima

Embora muitos não saibam o porque desta planta chamar-se flor-do-natal, uma lenda mexicana tenta explicar a associação feita entre esta planta e o Natal. Uma menina entristecida, de nome Pepita, não sabia o que oferecer ao menino Jesus por ocasião da missa de Natal. Sem condições de adquirir uma oferta digna da sua vontade, expõe o problema ao seu primo, que sempre a acompanhava durante o caminho para a igreja. Este comovido com a situação consola a menina dizendo que é o amor com que se dá uma oferta, que valoriza a mesma, especialmente aos olhos de Deus. Pepita deixa-se convencer e toda empolgada vai recolhendo plantas as margens do caminho. Porém chegando à igreja, começa a chorar de tristeza, dando-se conta da pobreza da sua oferta. Mesmo assim oferece os pálidos ramos com todo o amor da sua alma. Então, frente a toda a congregação reunida no templo, as folhas dos ramos ficam tingidos de uma cor brilhante e vermelha. O povo naquele momento reunido para a eucaristia fica espantado e declara tal fato como sendo um milagre.
Segundo outra versão desta mesma lenda, as flores-do-natal irrompem do chão molhado pelas lágrimas tristes da criança. Não importa se lenda ou milagre, o fato é que esta espécie sempre esta exuberante durante os festejos natalinos.



Você já ouviu falar de Flor cadaver? Isso mesmo o nome desta flor é cadáver, trata-se da Titan Arum (Amorphophallus titanum), que pode chegar a 6 metros de altura, com média de 1,35 metro de diâmetro. Este curioso nome é por causa do cheiro forte que ela exala, parecido com o de carne podre.
Ela cheira mal para atrair moscas e besouros que se alimentam de carniça, responsáveis pela sua polinização. A planta se aquece e sua temperatura interna chega a 36 graus aumentando assim o cheiro que chega a ser insuportável para o ser humano. Para tanto, ela consome grande parte da energia que possui armazenada, o que faz com que ela floresça somente de 2 a 3 vezes durante a sua vida, que pode chegar aos 40 anos, o que a torna tão rara e especial.
Descoberta pelo botânico italiano Odoardo Beccari, em 1879, a Titan Arum é originária das florestas tropicais de Sumatra, uma ilha da Indonésia, no Oceano Índico.

Por ser tão exótica virou objeto de estudo em uma Universidade do Oeste de Illinois (EUA), que conseguiu pela primeira vez, florir uma flor-cadáver em estufa, porém assim que a flor desabrochou exalou um potente cheiro de carne apodrecida, obrigando alunos e professores a usar máscaras. A planta passou mais de meio dia aberta, até ser polinizada e segundo um dos cultivadores, o cheiro esteve presente durante todo o tempo em que o vegetal permaneceu aberto.
Recentemente o Museu de Ciências Naturais de Houston, apresentou "Lois" uma bela espécime da planta, que media em torno de 1,67 metro e que arrastou milhares de pessoas para acompanhar o seu desabrochar, já que ela só fica aberta por dois dias, logo depois o caule se quebra, liberando o pólen e os insetos que ficaram presos. "Lois" será o 29º exemplar do seu tipo a florescer nos Estados Unidos.
Mais uma curiosidade sobre esta flor singular: o apelido de "flor cadáver" teria surgido em função de uma lenda local da Indonésia, que diz que, quando se abre, a flor devora quem a cultivou.
Imagine só ganhar uma dessas de presente.
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